Art. 62 CLT: quando vendedor externo tem ou não jornada

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Em uma linha: Análise regulatória: art. 62 CLT: quando vendedor externo tem ou não jornada.
Ilustração editorial sobre art. 62 clt
A conformidade trabalhista se apoia em leis, normas e decisões — base para decisões seguras de gestão de jornada.

Base legal

A base legal para a análise do artigo 62 da CLT é composta por diversos dispositivos normativos que orientam a gestão da jornada de trabalho, em especial para funções externas. Os principais são:

  • CLT - Consolidação das Leis do Trabalho: Os artigos 58 a 75 tratam da jornada de trabalho e das peculiaridades de cada categoria profissional, incluindo a dispensa do controle de jornada para determinadas funções.
  • Portaria MTP 671/2021: Esta portaria traz diretrizes sobre o controle de jornada, enfatizando a necessidade de registro de ponto, mesmo para atividades externas, e detalha os mecanismos que as empresas devem adotar para garantir a conformidade.
  • Jurisprudência do TST: O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem se posicionado em diversos casos que ajudam a esclarecer a aplicação do artigo 62, sendo fundamental para a interpretação da lei e para a segurança jurídica das empresas.

Artigo 62 da CLT

O artigo 62 estabelece que estão excluídos do controle de jornada os empregados que trabalham em atividades externas, desde que essas atividades sejam incompatíveis com a fixação de horário. Portanto, a análise deve considerar se a função do vendedor externo realmente impossibilita o controle de sua jornada. É importante ressaltar que essa exclusão não é automática; a empresa deve demonstrar que as atividades realizadas pelo vendedor não permitem a mensuração precisa do tempo de trabalho.

Portaria MTP 671/2021

A Portaria MTP 671/2021 complementa a CLT ao estabelecer normas sobre o registro de ponto, enfatizando a importância de um controle adequado das horas trabalhadas, mesmo para aqueles que atuam externamente. A portaria sugere que, mesmo que o vendedor externo não tenha jornada fixa, é necessário manter um registro das atividades realizadas, o que pode ser feito por meio de sistemas eletrônicos ou relatórios periódicos. Isso visa garantir maior transparência e conformidade com as normas trabalhistas.

Aplicação prática

Para a gestão de vendedores externos, é essencial entender como aplicar a legislação vigente no dia a dia do Departamento Pessoal. Aqui estão algumas recomendações práticas:

  • Definição clara de funções: É fundamental que a empresa tenha uma descrição clara das funções do vendedor externo, especificando as atividades que são realizadas fora da empresa, para evitar ambiguidades.
  • Registro de atividades: Mesmo que não haja controle de jornada, recomenda-se que os vendedores mantenham um registro de suas visitas e atividades. Isso pode ser feito através de sistemas de gestão de ponto ou relatórios periódicos, que são essenciais para a organização e a conformidade legal.
  • Treinamento sobre a legislação: Promova treinamentos regulares para a equipe de vendas, abordando as nuances do artigo 62 e a importância do cumprimento das normas trabalhistas, garantindo que todos os colaboradores estejam cientes de seus direitos e deveres.
  • Monitoramento e feedback: Realize reuniões periódicas para discutir o desempenho dos vendedores e ajustar estratégias, garantindo que as atividades estejam alinhadas com as diretrizes da empresa e que o cumprimento das normas trabalhistas seja mantido.

O que fica em aberto

Apesar da regulamentação existente, há pontos que permanecem controversos e que podem gerar insegurança jurídica. Alguns desses pontos incluem:

  • Definição de "incompatibilidade": A interpretação do que constitui atividades incompatíveis com a fixação de horário pode variar, levando a diferentes decisões judiciais e insegurança para as empresas.
  • Controle de jornada em atividades mistas: Quando um vendedor realiza tanto atividades externas quanto internas, a definição de sua jornada se torna mais complexa, exigindo um controle mais rigoroso para evitar problemas legais.
  • Impacto da LGPD: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) traz implicações sobre como as empresas devem tratar as informações coletadas dos vendedores, especialmente no que tange ao registro de atividades e à proteção de dados pessoais.

A solução TiqueTaque para controle de jornada

A TiqueTaque se destaca como uma solução inovadora para a gestão de ponto, especialmente para empresas que possuem vendedores externos. A plataforma oferece recursos que atendem às necessidades específicas desse público, incluindo:

  • Registro por reconhecimento facial: Essa tecnologia garante que o registro de ponto seja feito de forma rápida e segura, evitando fraudes e garantindo a integridade dos dados.
  • App com GPS e cerca virtual: Ideal para equipes externas, o aplicativo permite que os vendedores registrem sua presença no local de trabalho, assegurando que as atividades sejam realizadas nas áreas designadas.
  • Modo offline: Para situações em que a conexão à internet é limitada, o modo offline permite que os vendedores continuem registrando suas atividades, sincronizando os dados assim que a conexão for restabelecida.
  • Apuração automática de jornada: A TiqueTaque realiza a apuração da jornada de trabalho automaticamente, facilitando a gestão e evitando erros manuais que podem resultar em passivos trabalhistas.
  • Arquivo AFD: A plataforma gera o arquivo AFD (Arquivo de Ponto Digital), que é essencial para a fiscalização e comprovação das jornadas de trabalho, garantindo a conformidade com a legislação.
  • Multi-CNPJ/multi-filial: A TiqueTaque é adequada para empresas de qualquer porte, permitindo a gestão centralizada de diferentes CNPJs e filiais, o que é especialmente útil para redes e franquias.

Além disso, a TiqueTaque oferece um plano Free Forever para empresas com até 10 funcionários, permitindo que pequenas empresas tenham acesso a uma solução de gestão de ponto de qualidade, sem custos.

Fontes primárias

  • CLT — Planalto
  • MTP — Portaria 671
  • TST — jurisprudência

Perguntas frequentes

Pergunta: O que caracteriza um vendedor externo segundo a CLT?
Resposta: Um vendedor externo é aquele que realiza suas atividades fora do estabelecimento da empresa e cujas funções são incompatíveis com a fixação de horário, conforme o artigo 62 da CLT.
Pergunta: Vendedores externos precisam registrar ponto?
Resposta: Embora estejam excluídos do controle de jornada, é recomendável que mantenham registros de suas atividades para fins de organização e compliance.
Pergunta: Como a Portaria MTP 671/2021 impacta os vendedores externos?
Resposta: A portaria estabelece diretrizes que reforçam a necessidade de registro de atividades, mesmo para aqueles que não têm jornada fixa, promovendo maior controle e transparência.
Pergunta: O que fazer se um vendedor externo realiza atividades internas?
Resposta: Nesse caso, é importante avaliar a carga horária e as atividades desempenhadas, podendo ser necessário estabelecer um controle de jornada proporcional.
Pergunta: Quais são os riscos de não seguir a legislação trabalhista?
Resposta: O não cumprimento pode resultar em ações trabalhistas, multas e penalidades administrativas, além de comprometer a imagem da empresa.

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